Itacoatiara, em “busca de sua identidade”, ou pelo menos, da
certidão de nascimento.
No dia 25 de Abril, Itacoatiara completa 139 anos. A antiga
Vila de Serpa foi elevada a categoria de cidade em 1874 através da lei nº 283.
Na realidade, há um
erro crasso na historiografia de Itacoatiara. A
maioria dos historiadores concordam que a história da futura cidade de
Itacoatiara começa na segunda metade do século XVII, (entre 1650-1700), quando
o padre Antônio Vieira cria uma missão
na região do rio madeira. Posteriormente, essa missão é transferida algumas
vezes por diversos fatores, principalmente ataques indígenas, até finalmente se
estabilizar na margem esquerda do rio Amazonas. Em 1759 a aldeia é elevada a
categoria de Vila, com o nome de Serpa (na época a maioria das vilas amazônicas
receberam nomes de cidades portuguesas), até finalmente ser elevada a categoria
de cidade em 1874.
Dessa forma, Itacoatiara é uma das mais antigas cidades do
Amazonas, entretanto, ainda está comemorando somente 139 anos. Manaus, por
exemplo, que foi fundada na mesma época, que Itacoatiara (na verdade um pouco
depois, em 1669 com o forte de São José do Rio Negro. Foi elevada a vila em
1832 com o nome de Manaus, sendo legalmente transformada em cidade no dia 24 de
outubro de 1848 com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 4 de
setembro de 1856 voltou a ter seu nome atual), através das autoridades
competentes, chamou seus historiadores e retificou esse erro histórico e este
ano a cidade completa em outubro 344 anos.
Portanto, Itacoatiara, seguindo esse parâmetro adotado por
Manaus (que é o correto!), teria mais de 300 anos. É muito bom fazer gincana
escolar para comemorar essa data ilustrativa (por mais desorganizada que seja),
mas seria muito mais útil e importante que as autoridades competentes tomassem
como exemplo nossa capital e corrigissem esse erro que a cada ano prova que não
valorizamos nem o nosso passado, como podemos levar a sério nosso futuro.
Ah...Parabéns Itacoatiara por seus ...tantos e tantos anos...
Artigo publicado no jornal ‘F5 VITAL” abril de 2013.
(adaptado).
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